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Ai, ai... acho que também preciso de colo!
Finalmente desembarquei (só cheguei aqui em Campos ontem à noitinha). Mas hoje já fiquei no hospital com meu pai de 11:00 às 18:00. Estou mais pra revoltada que pra triste dessa vez, pois se papai está assim é por irresponsabilidade dele com a própria saúde. E é muito duro confessar isso aqui, mas estou fazendo isso mais por uma questão de "obrigação filial" do que qualquer outra coisa. Nem há previsão dele sair de lá ainda. Apesar de ter dito que eu não faria mais por ele o que fiz no ano passado, a pressão familiar é grande. E toda essa situação está me deixando péssima.
Qt à obra, está caminhando, mas o dinheiro vai embora tão rápido que estou certa de que no final de tudo estarei decretando falência. Há várias coisas que eu queria fazer, que eu queria comprar... Mas acho que só vou conseguir começar a normalizar as coisas no meio do ano (e olhe lá).
Enfim, tá tudo um caos! E o pior disso tudo é que eu as vezes simplesmente me sinto sozinha.

Frustração
Daí que eu IA desembarcar hoje. Tanta expectativa pra nada... Ia descer em Vitória mesmo, mas começamos a navegar e mudou tudo. Até conseguiram um vôo pra desembarque em Macaé ainda hoje, mas o moço que vai me substituir já estava em Vitória; então ele tem que voltar a Macaé e só vai poder embarcar amanhã. Aí, me ferrei. Em todos os sentidos, pois além de não desembarcar, fiquei aqui cheia de abacaxi pra descascar.
Aguentei todos esses dias de trabalho intenso, com a cabeça preocupada com papai doente e tal... E qd chega a hora de ir embora, eu acabo ficando. Estou profundamente estressada e frustrada! Mas juro que tô tentando controlar... Afinal, não tem jeito mesmo... Se pelo menos parasse de dar tanta coisa errado por aqui!...
Trabalho "full time"
Nos últimos dias não tenho tido tempo pra nada. Nada meeeesmo. Inclusive dormir e comer. É trabalho demais. E não é exagero, não: no máximo um lanche por dia e 3 horas de sono! Se fosse trabalho demais, mas sem 6,04 x 1023 problemas, ainda vai. Mas a coisa tá feia mesmo. Tudo tão errado que nem 2+2 resulta em 4. E pior: não há explicação do porquê as coisas não saíram como planejado! Sabe quando a gente fica 2 horas assistindo um filme de suspense e o final não faz sentido e não tem nenhuma explicação? Multipliquem essa sensação por 3 e terão uma leve idéia do que estou sentindo. Isso está me fazendo perder o sono, mesmo estando que nem um zumbi.
De repente olho a TV e me dou conta de que é carnaval (desde que entrei na empresa não sei o que é isso, sempre fico embarcada no carnaval)! Na verdade isso não me preocupa, muuuitas outras coisas ocupam minha mente no momento.
Mesmo assim, desejo a todos um carnaval de muita alegria (seja na folia ou em casa ou num retiro espiritual).
PS - Sobre o post abaixo: descobri que essa pergunta não é exclusiva de brasileiro, não! Nessa plataforma tem um monte de gringos e ontem, durante o trabalho (porque, como já disse, só falta mudar meu nome pra Isaura), um deles perguntou se eu era casada. É, gente, até os gringos... rs. E mesmo eu respondendo que não, me perguntou se eu tinha filhos (e a Karina, que comentou no post anterior, achando que a pergunta dos filhos era só pra quem é casada! rs). Ah, não falo inglês, não, galera (é, ele ficou conversando comigo, ou pelo menos tentando, em inglês). Mas algumas coisas dá pra entender, né? De qualquer forma, respondo quase tudo em português. Não consigo me arriscar a "enrolar a língua"!
Perguntas infames
Estava lendo um texto no blog “Limite da razão”, mais especificamente o post do dia 06/02 e fiquei pensando... Sempre me fazem esta pergunta fatídica “E aí? Já casou?” Como se todo mundo fosse obrigado a casar ou como se este tivesse que ser o máximo projeto de vida de qualquer pessoa... Bom, nunca foi o meu. Confesso até que essa história de casamento sempre me deu um certo medo. Na verdade, morei durante mais ou menos um ano e meio com meu ex-noivo e isso é quase um casamento (e alguns dirão que isso é um casamento! Talvez seja, embora na época eu jamais admitisse! rs). A propósito, por ele, teríamos “oficializado a união”. Foi uma experiência válida, não me arrependo, não. Ainda assim, já quase balzaquiana, me pergunto se essa coisa de casamento é pra mim. Ainda tenho dificuldades de encarar com naturalidade essa instituição (nada contra, gente. Acho normal os outros se casarem, quero deixar bem claro! rs).
Ainda assim, tem sempre alguém pra fazer essa pergunta infame: “E aí, já casou?” - inclusive gente com quem nem tenho intimidade. Ô coisa chata, viu?
Mais chato ainda é quando respondo que nem estou mais com aquele noivo e uma dessas pessoas (que o sujeito nem conhece direito) ainda pergunta: “Mas por que terminou?”. Será que estou sendo implicante ou esse povo está mesmo querendo saber demais da minha vida?
Gente, tô malzona. Papai está internado de novo. Mais uma cirurgia no pé. Por que ele não aprende? Não se cuida e quem sofre é a gente. Simplesmente não acredito que estou passando por tudo de novo...
Ficamos a madrugada toda sem internet aqui. E agora também não está nada bom: net e telefone caem toda hora! Um milagre eu conseguir publicar alguma coisa...
Alguém pode me dizer o que está havendo em Vitória? Deve ter algum evento na cidade, pois vou embarcar lá e a empresa não conseguiu vaga em NENHUM hotel. Ou seja, ao invés de pernoitar em Vitória, terei que pernoitar em Macaé. Porque eu tenho que pegar vôo Macaé-Vitória amanhã cedo e não mereço ter que acordar (de novo) 4:30 da madrugada pra vir de Campos pra Macaé, né? Já estou aqui mesmo... Se Campos não estivesse numa situação caótica, com apenas UMA ponte por onde é necessário passar pra ir pra Vitória - detalhe: não pode passar ônibus na ponte - eu até dormiria em casa.
Daí que a reunião que eu tinha que assistir acabou desde 9:00 e agora tô aqui a toa. Pelo menos arranjei uma lan house pra passar o tempo. Mesmo assim, tô impaciente. O que eu queria mesmo é DORMIR (lembram que acordei às 4:30? Mas não disse que fui dormir 1:30!)... Como meu namorado vai embarcar por Macaé, combinamos de nos encontrar. E nem vou ter que pagar hotel, fico com ele (pra ele a empresa paga pq é lotado no Rio. Eu é que não tenho direito pq sou lotada aqui). Mas ele só chega às 18:00. Haja paciência (definitivamente essa não é uma das minhas virtudes)!
E papai me liga hoje querendo que eu passe na casa dele pra levá-lo pra consertar o monitor. E eu: "Só se for daqui a 15 dias". Aí ele perguntou se eu já ia embarcar, que tinha passado muito rápido. Se pra ele minhas folgas passam rápido, imagina pra mim!
Esta semana a obra na casa da minha mãe deve começar (Deus queira o orçamento não ultrapasse muito o previsto!). Mas eu nem estarei aqui pra ver o início porque está chegando a hora de embarcar. Terça-feira já estarei viajando. Daí que hoje foi dia de despedida porque meu namorado também vai embarcar. E eu sempre fico triste demais quando me despeço, acho que vai ser sempre assim mesmo que a gente embarque 100 anos. Tento pensar que pelo menos dessa vez nossas escalas estão coincidindo, então embarcaremos na mesma semana, mas também folgaremos juntos. Claro que ele teve que forçar um pouco a barra pras escalas coincidirem porque estavam totalmente desencontradas. No final do ano passado, ficamos 1 mês sem nos ver! Vamos ver se agora a gente consegue sincronizar!
A outra novidade é que agora não tô mais a pé. Consegui um carro - não é novo, mas se anda, pra mim tá bom! Dirigir não é meu forte. Aprendi a dirigir tarde, meu pai nunca quis ensinar. Tirei a carteira há quase 4 anos, mas falta prática. Estacionar ou manobrar pra mim é um suplício! Senso de espaço não existe. Mas ainda tenho esperança de um dia ser, pelo menos, uma motorista razoável. E hoje levei minhas irmãs para começarem a aprender a dirigir, quero vê-las tirando carteira de motorista também.
Nem acredito que já estamos em fevereiro, como o tempo passa rápido! Se passar rápido assim durante os embarques, tá bom! rs.