
.: Créditos :.
Um dia eu aprendo
A fazer escolhas
A não exigir tanto de mim mesma
A não me preocupar demais
Que posso errar de vez em quando
Que não posso agradar a todos
Que nem tudo sai como planejamos – e o mundo não acaba por causa disso
Que só posso me responsabilizar por meus próprios atos
Que não posso mudar o mundo – já vai ser grande coisa se conseguir mudar algumas coisas em mim mesma
Que há coisas que apenas eu posso fazer por mim
E que por mais que eu ame as pessoas, algumas coisas só elas podem fazer por si mesmas...
Recebi o texto abaixo de uma amiga querida, a Regina. Ontem estava relendo. Como de vez em quando sou acometida por este sentimento (talvez consequência do meu alto grau de exigência comigo mesma), resolvi publicar...
Culpa
Inúmeras crenças religiosas têm sido imensamente nocivas ao desenvolvimento das criaturas, pois usam frequentemente a culpa, como forma de atemorizar.
Utilizam-se de comportamentos manipuladores baseados em crenças punitivas.
As religiões foram criadas para retirar as criaturas da convenção e tranportá-las a espiritualização, mas na atualidade, algumas religiões se tranformaram nas proprias convenções sociais.
Somente através da real conscientização é que se estabelece o processo de amadurecimentos nas criaturas. Em outras palavras, tal conscientização se dá pelo somatório de suas experiencias vivenciadas através do tempo, nunca pela imposição ou pelo receio.
"Sacrifique-se pelos necessitados" poderá ser uma recomendação equivocada, quando endereçada a uma pessoa psicologicamente fragilizada, pois se ela nao consegue nem mesmo ajudar a si mesma, obviamente se sentirá culpada por não conseguir ajudar o próximo.
Ela até se sentira provida de boa vontade e tentar fazer alguma coisa, mas não conseguirá efetuar uma real ajuda, visto que é tão necessitada que dentro de si não há senão escuridão e desequilibrio.
Só poderemos prestar auxilio a alguém que estiver se afogando se soubermos nadar. Como ajudá-lo, se estivermos também nos afogando?
A culpa não encontraria abrigo em nossa alma, se tivéssemos ampla fé no amor de Deus por nós e se acreditássemos que Ele habita em nosso âmago e sabe que somos tão bons e adequados quanto permite nosso grau de conhecimento e de entendimento sobre nossa vida interior e exterior também.
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Procuremos não distorcer a mensagem de Jesus Cristo sobre o "amor ao próximo", visto que o auxílio real entre as criaturas está alicerçado nas trocas benéficas a que todos nós somos convocados a realizar, mas devemos aprender quando não dar e quando não executar tarefas da responsabilidade de outras pessoas, pois isso também faz parte da "Lei do Amor".